Nunca Foi Sobre Viajar: Como Viajar Sozinha Mudou Minha Vida

Olivia na praia de braços abertos de frente para o mar em Maya Bay na Taillandia
Olivia na praia de Maya Bay, na Tailândia

Como viajar sozinha mudou minha vida e me ensinou que os sonhos não envelhecem

Se alguém me conhece hoje pelas viagens, talvez imagine que nasci viajando.

Não foi assim.

Minha história com as viagens começou muito antes de eu embarcar no primeiro avião sozinha. Começou na infância, observando meu pai, mecânico de aviões da Varig, trabalhar. Eu ficava fascinada por aquele universo e dizia que, quando crescesse, seria aeromoça.

A vida seguiu outro caminho.

Meu pai faleceu quando eu tinha apenas 12 anos. O sonho de ser aeromoça ficou para trás, mas, sem eu saber, a paixão pelas viagens já havia sido plantada.

Anos se passaram.

Vieram o trabalho, a vida adulta, os compromissos e algumas viagens pelo Brasil. Mas o verdadeiro ponto de virada aconteceu de forma completamente inesperada.

Antes de continuar a leitura, conheça meu Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas, criado para ajudar outras mulheres a explorarem o mundo com mais autonomia e confiança: Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas.

Olivia nas vinícolas do sul do Brasil
Visitando as vinícolas no sul do Brasil

Minha Primeira Viagem Internacional Sozinha

Trabalhando no Jornal Extra, participei de um sorteio durante um evento da empresa.

O prêmio era uma passagem aérea para Roma.

Ganhei.

A alegria inicial logo deu lugar a uma pergunta que mudaria minha vida:

Com quem eu iria?

Não havia companhia disponível naquele momento.

Eu tinha duas opções: deixar a passagem vencer ou viajar sozinha.

Decidi ir.

Hoje parece simples contar essa história, mas naquela época não era.

Eu nunca havia feito uma viagem internacional. A internet ainda engatinhava. Não existiam smartphones, aplicativos de tradução ou mapas digitais no bolso.

Mesmo assim, embarquei.

Sozinha.

Cheguei à Itália carregando um mochilão, que odiei mesmo quando era jovem. Hoje, uma mala de mão bem planejada é meu maior trunfo, mesmo em viagens longas. Também levava comigo alguns endereços impressos de hostels e uma enorme quantidade de dúvidas.

Mas carregava algo que só descobriria durante a viagem:

Coragem.

Ao longo daqueles dias, fui aprendendo a resolver problemas, tomar decisões, lidar com imprevistos e confiar mais em mim mesma.

O Que Aprendi em Florença Quando Não Encontrei Hospedagem

Um dos episódios mais marcantes aconteceu em Florença.

Naquela época, eu já viajava sem reservas rígidas. Gostava da liberdade de decidir quanto tempo permanecer em cada lugar. Ainda hoje, é esse estilo que mais me representa. Muitas vezes nos apaixonamos por um destino e queremos ficar mais. Em outras, percebemos rapidamente que já estamos prontas para seguir adiante.

Ao chegar à cidade, descobri que o hostel onde pretendia me hospedar estava lotado. Eu não havia pesquisado o suficiente e estava acontecendo um congresso na cidade.

Resultado: dormi em uma tenda montada nos jardins do hostel, com outros viajantes que também chegaram sem reserva.

Passei a noite abraçada ao meu mochilão.

Foi estranho.

Foi desconfortável.

Mas também foi libertador.

Lentamente, conforme surgiam vagas, consegui entrar no hostel.

Hoje lembro da situação e dou risada. Naquele momento, aprendi algo importante: o inesperado faz parte da viagem e, muitas vezes, é justamente ele que se transforma nas melhores histórias.

Olivia em Nova Iorque
Visitando Nova Iorque, uma viagem inesquecível

Como Viajar Sozinha Mudou Minha Vida

A Itália me apresentou cidades incríveis.

Experiências inesquecíveis.

Alguns romances de viagem também. Afinal, era minha primeira vez fora do Brasil.

Mas o mais importante foi que ela me apresentou uma nova versão de mim mesma.

Uma mulher mais independente.

Mais confiante.

Muito curiosa.

Totalmente livre.

Quando voltei para o Brasil, trouxe muito mais do que lembranças na bagagem.

Trouxe uma certeza.

Eu não queria parar.

O Nascimento do Garimpando Por Aí

Os anos passaram.

Vieram novos destinos, novas descobertas e novas histórias.

Foi justamente essa vontade de compartilhar experiências que me levou a criar o Garimpando Por Aí, em 2011.

O meu objetivo era simples: demonstrar e inspirar outras mulheres a realizar viagens independentes, incentivando-as a explorar o mundo com mais autoconfiança, independência e liberdade.

Naquela época, eu ainda não imaginava que o blog se tornaria uma parte tão importante da minha vida.

Olivia na praia de Itaúnas
Num dos lugares que mais gosto de estar, perto do mar

Minha Experiência Viajando Sozinha Pela Ásia Depois dos 50

Aos 50 anos, escolhi comemorar meu aniversário na Tailândia.

Foi minha primeira experiência na Ásia.

O continente que parecia tão distante revelou-se acolhedor, seguro e fascinante.

Era mais uma viagem especial, mas ainda não seria o meu maior desafio.

Esse desafio viria alguns anos depois.

Já depois dos 50, passada a pandemia, decidi embarcar sozinha para uma longa jornada pela Ásia.

Dessa vez não seriam alguns dias.

Seriam meses.

Passei dois meses na Tailândia, um mês nas Filipinas e um mês em Bali, na Indonésia.

Também visitei Singapura, Malásia, Dubai e Abu Dhabi.

Muita gente me perguntava:

“Você não tem medo?”

Claro que tinha.

Mas aquela viagem não era apenas sobre conhecer novos países.

Era uma conversa comigo mesma.

Eu queria descobrir se a mulher que embarcou sozinha para a Itália tantos anos antes ainda existia.

Queria saber se o tempo, a chegada aos 50 e a proximidade dos 60, haviam mudado minha essência.

Queria me desafiar mais uma vez.

O Que Descobri Sobre Viajar Sozinha Após os 50 anos e agora aos 60, espero continuar a aprender sobre isso.

A resposta veio ao longo da estrada.

Eu continuava curiosa.

Continuava aberta ao novo.

Continuava encantada pelo mundo.

Olivia Garimpando por aí no Porto, Portugal
No Porto, em Portugal, numa das viagens pela Europa

A mochila havia sido substituída por uma mala de rodinhas, desde sempre.

Os roteiros ficaram menos corridos.

Aprendi a apreciar o slow travel.

Mas a vontade de descobrir o mundo continuava exatamente a mesma.

Foi nessa viagem que compreendi uma das lições mais importantes da minha vida.

A idade não é o que nos limita.

O que nos limita é acreditar que existe uma idade para parar de sonhar.

Nunca Foi Apenas Sobre Viajar

Hoje continuo viajando porque continuo curiosa.

Continuo acreditando que o mundo tem muito a me ensinar.

Continuo acreditando que mulheres maduras podem começar projetos, mudar de rumo, viajar sozinhas, aprender coisas novas e viver experiências transformadoras.

Não porque sejam extraordinárias.

Mas, porque estão vivas.

Talvez seja por isso que eu goste tanto de viajar.

Nunca foi apenas sobre conhecer lugares.

Sempre foi sobre descobrir possibilidades.

Possibilidades de aprender.

De crescer, mudar e recomeçar.

E enquanto eu puder caminhar, embarcar, aprender e me encantar com o mundo, pretendo continuar seguindo adiante.

Porque a curiosidade não envelhece.

E os sonhos também não deveriam envelhecer.

Olivia com um chapéu na cabeça, sentada na ponta de um barco e um lindo mar verde atrás
Similan Islands: águas cristalinas, corais vibrantes e rica vida marinha em um paraíso tailandês.

Se este texto despertou em você a vontade de viver novas experiências e explorar o mundo com mais confiança, posso ajudar. Conheça minha mentoria de viagem personalizada e transforme seus planos em uma viagem possível: Mentoria de Viagem Personalizada

Perguntas Frequentes

É seguro viajar sozinha depois dos 50?

Minha experiência demonstra que sim. Planejamento, informação, atenção ao ambiente e bom senso são mais importantes do que a idade.

Qual foi sua primeira viagem internacional sozinha?

Foi uma viagem para a Itália, após ganhar uma passagem em um sorteio quando trabalhava no Jornal Extra.

É possível viajar sozinha aos 60 anos?

Sim. A idade, por si só, não impede ninguém de viajar. O importante é adaptar o estilo da viagem às suas necessidades, interesses e ritmo.

Qual foi sua viagem mais desafiadora?

A jornada de vários meses pela Ásia, passando por países como Tailândia, Filipinas, Indonésia, Singapura, Malásia e Emirados Árabes Unidos.

Por que você criou o Garimpando Por Aí?

Para compartilhar experiências e inspirar outras mulheres a viajarem com mais confiança, autonomia e liberdade, independentemente da idade.

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