As cidades do interior do Brasil, da Europa ou de qualquer lugar do mundo podem te surpreender
Para começar, vamos entender o que significa “interior”, pelo menos aqui no Brasil. Interior é um local que não fica na capital, nem na região metropolitana. Nesse caso, incluiria cidades litorâneas. Há também o conceito de “interior” como lugar afastado do litoral, e foi um termo muito utilizado na época da construção de Brasília, chamado de “interiorização” do Brasil.
Eu, particularmente, adoro fugir de grandes centros. Como moro numa capital, a chamada “cidade grande”, procuro visitar cidades menores quando tenho oportunidade. Exemplo disso é viajar para Fortaleza, mas preferir ficar em Jericoacoara, ou viajar para Natal e preferir ficar em Pipa.
Neste post, vou adotar a segunda definição e considerar cidades do interior aquelas afastadas do litoral. Tenho diversos belos exemplos e experiências incríveis para contar para vocês.
Uma outra observação importante é que faço muitas viagens de ônibus, tanto aqui quanto no exterior, o que me proporciona experiências diferenciadas na descoberta de cidades de interior pelo mundo. Viajar de trem é uma experiência interessante, especialmente na Europa. O trem passa por diversas cidades e faz paradas em algumas estações. Mas o ônibus entra pela cidade, proporcionando um mini tour, o que torna tudo mais interessante. Pense e inclua essa opção na sua próxima viagem. Além da experiência, você pode ter uma enorme economia. Em tempos de câmbio tão desvalorizado, é uma excelente alternativa.
Algumas vezes, optei por cidades do interior em datas nas quais já sabemos que os grandes centros ficam lotados, como festas de fim de ano, Carnaval e outros feriados.
Cidades do Interior do Brasil
No Brasil
Pirenópolis
Já gostei e desgostei de Carnaval várias vezes. E, em uma das ocasiões em que queria fugir da folia do Rio de Janeiro, cheguei a Pirenópolis, mais conhecida como Piri, em Goiás.
Assim foi o meu Carnaval de 2011, em Pirenópolis.
Comecei com as buscas pela passagem aérea. Encontrei valores bem em conta, pois, enquanto todos saíam de Brasília em busca de destinos badalados, eu chegava à cidade.
Uma dica importante é alugar um carro no aeroporto de Brasília. Aqui nesse link você encontra um agregador que encontra as melhores tarifas; clique aqui.
Pirenópolis é um município de Goiás, tombado como Patrimônio Nacional, e distante 130 km de Goiânia e 150 km de Brasília. Mas como os voos saindo do Rio de Janeiro para Brasília eram mais baratos e diretos, essa foi a minha opção.
Os principais atrativos de Pirenópolis são as cachoeiras. Mas passear pelo centro histórico e provar a gastronomia local completam a experiência.
A cidade tem 82 cachoeiras, sendo oito delas abertas à visitação. A mais próxima é a Usina Velha. Apropriada para crianças e idosos por ser rasa e ter trilhas curtas. Um pouco mais acima fica a Cachoeira Meia Lua. Para quem gosta de nadar, é a mais indicada. Considerada uma das mais belas, a Reserva Ecológica Vargem Grande, com três belíssimas cachoeiras, é uma RPPN, Reserva Particular de Patrimônio Natural. O Parque do Coqueiro é conhecido pela água mais limpa, por ser mais elevado, com duas belíssimas cachoeiras. Cachoeira das Araras é interessante para pessoas com pouca ou nenhuma mobilidade, porque é onde o carro pode parar mais próximo.
Fui durante um Carnaval e dei sorte, não peguei dias chuvosos. Mas os meses de maio a setembro são os mais indicados para quem quer fugir das chuvas.
E para quem não consegue ficar longe dos museus, temos também em Piri o Museu do Divino, onde é contada a festa do Divino Espírito Santo, uma das festas mais aguardadas na região. O museu é considerado um monumento do acervo histórico da cidade.
Tem também o Museu das Cavalhadas e o Museu da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário.
Seguindo essa linha de fugir do Carnaval pegando um voo para Brasília, chegamos a mais uma dica:
A Adelaide Pereira, do Turista Imperfeito tem um roteiro para conhecer Caruaru, famosa cidade do interior pernambucano, que estou doida para conhecer e dançar um forró.
Chapada dos Veadeiros
A Chapada dos Veadeiros também fica em Goiás, mas para o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros você deve ficar em Alto Paraíso ou São Jorge, uma vila logo na entrada do Parque, que fica a apenas 230 km de Brasília. De Goiânia, a distância é de 420 km.
Não se esqueça de tomar a vacina para a febre amarela pelo menos com 10 dias de antecedência.
O esquema foi o mesmo: passagens para Brasília, um carro alugado com um site agregador, que você pode verificar aqui, e rumo à Chapada, na vila de São Jorge. Vi que muitas pessoas preferem ficar em Alto Paraíso, uma pequena cidade com uma boa estrutura de pousadas e restaurantes. No meu caso, quanto mais roots melhor, então fiquei na vila, colada na entrada do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, numa pousada bem rústica e um forrozinho à noite.
E assim foi o meu Carnaval de 2012 na Chapada dos Veadeiros.
Visitar o Parque Nacional, as Cachoeiras, o Vale da Lua, um lugar único no planeta, longas trilhas e caminhadas, muita água, protetor solar, boné, roupas leves, calçado adequado e repelente. Se você gosta desse tipo de viagem, esse é um lugar inesquecível.
Para terminar, mas não menos importante, pelo menos para mim, esse lugar é cercado de misticismo e conexões com outras galáxias. Lá fica o “paralelo 14”, uma linha imaginária que corta o planeta, passando também por Machu Picchu. É lá também que fica a maior placa de quartzo do mundo, sendo assim um lugar que emana boas energias. Relatos de pessoas que já avistaram extraterrestres são bem comuns na região. Se, além da natureza exuberante, esses assuntos te trazem no mínimo curiosidade, visite a Chapada dos Veadeiros.
Agora vou citar mais um lugar, de mais uma fugida de Carnaval, que muita gente nunca ouviu falar, mas pode ser uma grata surpresa. E se você, como eu, é apaixonado por uma cachoeira, vale conferir.
Conheça outras atrações na região por meio da Civitatis, empresa parceira do blog: Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros
Santa Rita de Jacutinga
Cheguei ao destino pela dica de uma amiga que é carioca, mas morou em Minas e conheceu esse lugar tão especial. Santa Rita de Jacutinga é uma cidade de Minas Gerais, mas muito coladinha no Rio de Janeiro. Excelente opção para fugir das estradas cheias nos feriados, porque uma das opções é ir para Volta Redonda e, de lá, pegar a estrada para Santa Rita. Uma sugestão é ir por Volta Redonda e voltar, ou vice-versa, passando por Conservatória e pela Serra da Beleza, a qual é mais um lugar que com certeza também entraria nessa lista de cidades do interior para conhecer.
A pequena Santa Rita é conhecida por possuir mais de 70 cachoeiras. Quando fui, já tinha a ideia de ter um blog, mas ainda não tinha colocado o projeto em prática; por isso, infelizmente, acabei não escrevendo sobre esse destino. Bom que posso ter essa desculpa para voltar.
Como são mais de 70 cachoeiras, não teria como nomear todas, mas entre elas estão Boqueirão da Mira, Cachoeira do Sô Ito, e Cachoeira das Andorinhas.
A cidade reserva algumas boas surpresas, como a Igreja Matriz, que fica no Centro, e a Igrejinha do Alto, que fica num morro de 800 metros, com uma bela vista da cidade e que vai exigir um preparo a mais após um dia de caminhada pelas belas cachoeiras.
Santa Rita é um lugar interessante por ter um passado cheio de histórias, que você pode conhecer visitando a Fazenda Santa Clara, que já foi até cenário de novela.
Assim como em Vassouras, lá também tem a antiga estação de trem, herança da época de ouro do café. É uma rua das pedras com pedras ainda originais.
Outra visita imperdível é ao túnel que “chora”, que foi construído entre 1916 e 1918 para a Estrada de Ferro Central do Brasil. Ganhou esse nome por ter uma mina no seu interior.
Falando de cidades do interior, não poderíamos deixar nossa grande São Paulo de fora. A Marina Heimer, do Imagina na Viagem, conta quais são as cidade do interior de São Paulo para conhecer.
Eu poderia não parar mais de enumerar pequenas cidades do interior que conheci por esse Brasil afora, mas vou dar só mais uma dica antes de sair do Brasil:
São Thomé das Letras
Também localizada em Minas Gerais, São Thomé é uma daquelas visitas obrigatórias para os amantes da natureza e daquilo que os olhos não alcançam, porque, assim como na Chapada dos Veadeiros, o lugar é cheio de histórias de misticismo, considerado um dos sete pontos energéticos do Planeta.
Assim como nas cidades já citadas, São Thomé também tem belas cachoeiras e outras atrações naturais, como o Vale da Borboleta e a Gruta do Sobradinho. No fim do dia, sugiro circular pelo centrinho, e escolher um bom restaurante, porque a cidade tem diversas opções gastronômicas. Foi lá que conheci o melhor restaurante vegano da vida e que espero tenha sobrevivido à pandemia, porque, pelo que acompanhei, a cidade foi uma das que mais respeitaram o isolamento, permaneceu fechada por muito tempo e por muito tempo sem nenhum caso de Covid-19.
Mais dicas para conhecer cidades do interior de Minas por Lilian Azevedo, do Uma Senhora Viagem.
Cidades do interior da América do Sul
Agora vamos dar uma voada de país, saindo do Brasil, mas ainda na América do Sul:
Valparaíso (Chile)
Voltando àquele meu modus operandi de fugir dos grandes centros, não só no Brasil, na minha viagem para o Chile, após conhecer Santiago, fui conhecer Valparaíso. Fiquei muito encantada com a cidade, que lembra inclusive Santa Teresa, o bairro em que moro no Rio de Janeiro, com bondinho e tudo, mas que lá é conhecido como funicular.
Declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, o casario colonial do século XIX é uma visita obrigatória. Uma cidade portuária debruçada no Oceano Pacífico, o que, para mim, nas minhas primeiras viagens, foi impactante, afinal era o meu primeiro contato com um novo oceano, fora o Atlântico. De lá saem passeios de barcos para ver os leões marinhos, nas águas e ventos gelados do Pacífico. O passeio, além do avistamento dos leões, proporciona uma vista privilegiada da cidade por um outro ângulo bem interessante.
Uma das visitas mais famosas em Valparaíso, é conhecer a casa de Pablo Neruda, que escolheu a cidade após sair de Santiago.
Falei no início do post que consideraria apenas cidades do interior que não ficam no litoral e acabei incluindo Valparaíso. Mas, na verdade, serviu de caminho para meu próximo destino:
Conheça outras atrações na região por meio da Civitatis, empresa parceira do blog: Valparaíso do Chile
Mendoza (na Argentina)
Cheguei a Mendoza nessa mesma viagem ao Chile. Quero deixar uma dica de viagem bem interessante; olha como foi: voo do Rio de Janeiro – Santiago do Chile. Daí fui conhecer Valparaíso, que falei acima, e depois uma passagem por Viña del Mar. Retornei para Santiago. De Santiago, eu peguei um ônibus (lembra daquela dica que dei acima de utilizar viagens de ônibus) para Mendoza, e essa viagem foi simplesmente inesquecível, porque passou pela Estrada Los Caracoles, que cruza os Andes entre Argentina e Chile como uma paisagem de tirar o fôlego, e finalmente cheguei a Mendoza.
Mendoza é o lugar do azeite e do vinho. Preciso dizer mais alguma coisa? Sua viagem pode ser focada nas vinícolas, as quais são muitas por lá, e, desde os iniciantes aos mais experts no assunto, esse destino não vai te decepcionar. E lá você pode também conhecer um produtor de azeite com degustação, que tal?
E não tem só isso; tem parques, trilhas, tour de bike, banhos termais (sim, eu fui, e foi uma experiência estranha, mas interessante). A cidade também é bem conhecida pelo turismo de aventura.
De Mendoza fui para Buenos Aires, também de ônibus, e foi uma viagem bem confortável, em ônibus leito de dois andares. Após alguns dias em Buenos Aires, que não entra nesse post sobre cidades do interior, voltei para o Rio de Janeiro.
Quero te inspirar com dicas de destinos multicombinados, múltiplos meios de transporte, como nessa viagem que reuniu avião e ônibus (e trem na viagem Valparaíso – Viña del Mar), e chegando por uma cidade num país e partindo por outra cidade em outro país. E visitando, além dos grandes centros, pequenas cidades do interior.
Conheça outras atrações na região por meio da Civitatis, empresa parceira do blog: Tour por Mendoza
Cidades do Interior da Europa e do Mundo
Continuando as dicas de cidades do interior, agora vou voar para a Europa, um lugar que sempre usei trem, óbvio, e muitas viagens de ônibus.
Europa
Como cheguei a Montpellier, na França? Na verdade, essa viagem começou com um erro, numa época menos digital, em que comprei uma passagem de trem pela internet, mas sem o ticket, que seria Barcelona – Montpellier – Paris de trem, numa empresa francesa. Quando fui retirar a passagem na estação de trem, os espanhóis me mandaram ir à França retirar o bilhete. Resultado: perdi a passagem e tive que me reestruturar numa viagem de ônibus e aproveitei para conhecer Montpellier. E de lá peguei um trem para Paris.
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| A belíssima cidade de Montpllier, na França |
Montpellier é uma cidade localizada no sul da França. Uma cidade de contrastes, que consegue manter sua história em prédios antigos em meio a modernos edifícios.
Um tour pelo centro histórico com edifícios medievais, praças, como a Place Royale du Peyrou, e várias outras. A Catedral de Saint-Pierre também é uma atração obrigatória, especialmente se você, assim como eu, adora visitar essas igrejas maravilhosas espalhadas pela Europa.
E a gastronomia, como em qualquer lugar da França, não pode ser desprezada. A oportunidade de estar numa cidade do interior da França e provar a comida local é uma experiência única e inesquecível. Como eu já falei antes, gosto muito da ideia de fugir dos grandes centros e, depois de Montpellier, eu estaria em Paris, que amo, mas é uma cidade grande, sempre com muitos turistas, sempre lotada, e no fim da história, apesar do prejuízo de perder uma passagem, não foi tão ruim assim esse desvio que não tinha sido planejado por essa pequena e charmosa cidade do sul da França.
Seguindo pela Europa, eu teria muitas cidades para listar. Numa outra viagem à França, depois de Paris, peguei um ônibus para Toulouse, também no sul da França, para passar uns dias na casa de uma amiga que mora na cidade.
Conheça outras atrações na região por meio da Civitatis, empresa parceira do blog: Tour por Montpellier
A Regina Oki, do Turista Full Time, tem dicas de cidades do interior da Holanda para visitar.
Confira aqui a minha viagem a Toulouse.
E, depois de Toulouse, peguei um ônibus que atravessou toda a Espanha, passando por várias cidades do interior até chegar ao Porto, em Portugal.
Em Portugal, são muitas as cidades do interior que recomendo, como Braga, Guimarães, Tomar, Évora, Aveiro, e Óbidos.
Continuando as minhas dicas de cidade do interior, dessa vez vou voar para a Ásia, mais precisamente, para a Tailândia.
A porta de entrada da Tailândia é sua capital, Bangkok. As suas praias também são bem famosas e eu também fui de ônibus de Bangkok até lá, mas como o tema aqui são cidades do interior que não são litorâneas, vou contar sobre:
Ásia
Chiang Mai, na Tailândia
Nesse post tem todas as dicas, passo a passo, para conhecer a Tailândia.
Agora vamos falar de Chiang Mai, ao norte da Tailândia. Dessa vez fui de trem, uma viagem noturna, em que a sua cadeira vira uma cama, e tive o privilégio de dividir a viagem com um monge. Experiências que só as viagens podem te trazer.
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| Templo em Chiang Mai, na Tailândia |
Chiang Mai é uma região montanhosa bem ao norte da Tailândia. Para quem não sabe, faz muito calor na Tailândia; considero que é um dos lugares mais quentes que já conheci, fora a região norte do Brasil. Mas, quando você chega a Chiang Mai, as coisas mudam. Um lugar muito arborizado, clima de montanha; é como se você estivesse indo para uma região de serra aqui no Rio de Janeiro.
Essa é uma viagem para quem tem interesse em visitar templos, conhecer mais sobre o budismo, e conhecer e aprender sobre a culinária. Tem muitas escolas que permitem isso, uma Tailândia com menos turistas do que em Bangkok, longe de quem só está atrás das praias paradisíacas, digamos que oferece uma experiência bem autêntica de como vivem os tailandeses, apesar de ter bastantes turistas na região também.
Uma atividade comum na região, mas que eu sempre desestimulo, são as atrações com animais, elefantes, tigres ou cobras. Acho uma violação aos animais, uma exploração, e não faz parte dos meus roteiros.
Massagens você vai encontrar por toda a Tailândia, mas, como lá é um lugar que oferece experiências mais autênticas, acho uma boa opção fazer uma massagem por lá.
Para os amantes da luta, lá você pode assistir a uma autêntica luta de Muay Thai. Eu, particularmente, não gosto e não assisto, mas, diferente das atrações com animais, ali as pessoas fizeram suas escolhas, então, se você gosta, é uma excelente oportunidade.
Quem ficou curioso e quer explorar um pouco mais do interior da Tailândia pode ainda incluir Chiang Rai. São quase quatro horas de viagem, chegando próximo à fronteira com o Laos, mas Chiang Rai e o Laos vou deixar para contar em outro post.
Conheça outras atrações na região por meio da Civitatis, empresa parceira do blog: Tour pelos templos de Chiang Mai
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| Famoso templo branco em Chiang Rai, na Tailândia |
Essa cidade me surpreendeu com a hospitalidade de seu povo e a animada Pub Street, que não deve nada à famosa Khao San Road, em Bangkok, na Tailândia. Pensa num lugar animado, restaurantes, turistas do mundo inteiro, mas especialmente da Europa e da Austrália. Festas descoladas, comidas de rua.
Agora a grande maioria das pessoas visita Siem Reap para conhecer Angkor Wat, e eu me incluo nisso. Para começar, eu agendei meu tuk-tuk para as 4h30 da manhã, pois, segundo ele, era o horário recomendado para sair do hotel. Agora imagina pegar estrada em um tuk-tuk, sozinha, ainda escuro, sem entender muito bem o que ele falava, e ele também certamente não me entendia. No meio do caminho, eu pensei: se ele me jogar aqui nesse mato na beira da estrada, nunca mais serei encontrada. Mas, como sou uma pessoa que não é medrosa e acredita na humanidade, apesar de termos muitos momentos para desacreditar, eu fui. Olha, não poderia ter tido uma experiência mais incrível. Na verdade, aquele horário é para chegar lá com o sol nascendo atrás do templo principal, e foi realmente uma das visões mais inacreditáveis que já tive na vida. E, quando cheguei, eu não era a única; turistas e fotógrafos do mundo inteiro aguardam esse momento.
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| Dia amanhecendo no complexo de Angkor Wat |
Angkor Wat, Patrimônio da Humanidade, é um templo que fica a 5,5 km ao norte da cidade de Siem Reap. É considerada a maior estrutura religiosa já construída e um dos tesouros arqueológicos mais importantes do mundo. Tornou-se símbolo do Camboja, aparecendo em sua bandeira e sendo sua principal atração turística.
Na verdade, é um complexo de templos construídos na zona de Angkor, pelo rei Suryavarman II, no começo do século XII, como o seu templo central e capital do seu reino. Foi a antiga capital do Império Khmer durante a sua época de esplendor, entre os séculos IX e XV.
Conheça outras atrações na região por meio da Civitatis, empresa parceira do blog: Siem Reap
Então, gostou das minhas dicas de cidades do interior? Na próxima viagem, em vez de pensar só nos grandes centros, considere esses destinos como opção e tenho certeza de que eles irão te surpreender.
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Respostas de 8
Muito bom esse esclarecimento sobre "cidades do interior". Eu só tinha pensado em cidades pequenas não litorâneas. Essa maneira tão própria que vc tem de viajar tem te proporcionado experiencias muito legais. Nunca tinha visto as viagens de ônibus sob essa perspectiva que vc mostrou no texto. Adorei as dicas. beijocas
Olívia, por incrível que pareça todas as suas dicas estão na minha lista faz tempo, principalmente as cidades brasileiras.
Obrigada por compartilhar!
Muito legal essa questão de optar pelo ônibus para percorrer rotas alternativas e vizinhanças que, da estrada (de ferro ou de rodagem) não teríamos a oportunidade de conhecer. Eu viajo pouco de ônibus, mas fiquei bem motivada depois de ler o seu post. E, partindo do seu ponto de vista, sou uma garota do interior… rsrs! Nasci em Santos, litoral de São Paulo. 😉
Eu adoro, Lilian, de verdade andar de ônibus em qualquer lugar do mundo. Acho uma experiência diferenciada até mesmo para observar as pessoas do lugar.
beijos
Se precisar de alguma ajuda é só falar.
bejos
Eu adoro andar de ônibus, tanto em viagens entre cidade, entre países e até mesmo dentro da cidade. Andei de ônibus na Argentina, em Buenos Aires, e vindo de Mendoza para Buenos Aires, e e até na Tailândia, em Bangkok, e vindo de Chiang Mai ao norte.
beijos
Um giro completo e recheado de boas sugestões! Adorei a versatilidade da seleção… opções variadas, para turistas de todos os tipos e os mais diversos interesses! O post não poderia ter ficado melhor!
O legal é procurar em cada cantinho no mundo um lugar que pode te surpreender. beijos